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OGE

10/03/2017 15:03

Formação Cidadão em Ação conclui primeira turma

Com o objetivo de promover o protagonismo social através do fortalecimento dos grupos sociais, a Ouvidoria Geral do Estado – OGE realizou nesta quinta-feira (9), o último encontro da primeira turma da formação Cidadão em Ação: formando agentes sociais para o fortalecimento da cidadania. O evento aconteceu na Universidade Corporativa do Serviço Público (UCS).

“Estou muito feliz com a formação, pois através do que aprendemos e praticamos aqui, pude entender muitas coisas nas minha relação familiar, em especial, sobre a prática do afeto, do amor. É muito importante saber que certos comportamentos são na realidade uma distorção de aprendizado e que é possível se relacionar para a construção coletiva de uma nova sociedade”, disse Adésia Novaes.

Através do método Comunicação Não Violenta (CNV), a ação consiste em sensibilizar sobre a importância da convivência em grupo para a participação social e política qualificadas, conscientizando sobre a disputa de classes e ideologia dominante.

A capacitação é destinada a cidadãos que, de forma voluntária, querem ser multiplicadores do protagonismo social para criação de uma sociedade de cooperação. É realizada em três etapas, nas quais são desenvolvidos temas como Comunicação Não Violenta CNV, Classes sociais e ideologia dominante e Convivência em grupo, respectivamente.

A primeira turma iniciou a formação em dezembro. Em 2017, novas turmas serão formadas. “Além da sensibilização sobre a importância da participação social para a transformação das estruturas sociais que promovem a desigualdade social, a formação visa fortalecer esse sentimento de pertencimento dos cidadãos para atuarem nos espaços de decisões sociais e políticas”, explicou o ouvidor geral do Estado, José Maria Dutra.

Comunicação Não Violenta - CNV


A comunicação não violenta e a escuta empática (empatia emocional) significam possibilitar um diálogo saudável, através da escolha das palavras, da concentração na presença da outra pessoa e da mente quieta para que o corpo possa vivenciar experiências de interações sociais diversas. A metodologia foi desenvolvida por Marshall Rosenberg.
A CNV possibilita a qualidade dos relacionamentos, sejam eles familiares, no trabalho, na escola, nas organizações sociais e na política, atuando diretamente na reestruturação de velhas práticas de relacionamentos e na promoção de interações nas quais os indivíduos podem se expressar naturalmente, sem máscaras e com confiança. É um método que se aplica de maneira eficaz a todos os níveis de comunicação e disputas e conflitos de toda natureza.

Classes sociais e ideologia dominante

As classes que estão abaixo da elite financeira, classe média, que não chega a 20%, e as demais que totalizam 70% da população, que não tem nenhum privilégio, sem herança financeira e cultural, são marcadas por uma ideologia escravocrata que formou a sociedade brasileira ao longo dos séculos.

O que distingue a primeira da última é o acesso às condições que constroem a identidade social capaz de incluir os indivíduos em espaços privilegiados, ou seja, mercado de trabalho, política, economia e cultura. A escassez de oportunidades que promovem a inclusão social é o que favorece a desigualdade social e suas mazelas.

Neste contexto o protagonismo social é ferramenta fundamental. Para essa participação qualificada é necessário promover o conhecimento desta estrutura social e a garantir condições para uma participação qualificada. A conquista de espaços de poder sem o efetivo protagonismo das classes populares é insuficiente para fazer o processo político avançar.

Convivência em grupo

A eficácia do protagonismo social está ligada à atuação dos indivíduos em grupos. Para isso, a redefinição de modelos de aprendizagem e de comunicação para a criação e manutenção de grupos sociais coesos, capazes de atuar com confiança mútua, cooperação, protagonismo e ação, é essencial.

Para a expansão de um grupo são necessários a desconstrução de modelos de aprendizagem que enfatizam o medo, a vergonha e a culpa; a desconstrução da cultura desumanizante que enfraquece a convivência humanizada entre as pessoas; a criação de vínculos positivos entre os indivíduos para a eficiência da ação em grupo; e a promoção da valorização, aceitação, amparo e empatia para a modificar distorções no aprendizado de como se relacionar.
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