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OGE

02/08/2017 11:08

OGE promove mais uma etapa da Formação Cidadão em Ação

Alunos e líderes de salas do Colégio Estadual Ana Cristina Prazeres Mata Pires, localizado no bairro Alto de Coutos, participaram na tarde desta terça (1) de atividades lúdicas, envolvendo temas atuais, como violência urbana , ansiedade e como conviver em grupo.

Destinada a cidadãos que, de forma voluntária, querem ser multiplicadores do protagonismo social para criação de uma sociedade de cooperação, o encontro é promovido pela Ouvidoria Geral do Estado – OGE e propõe promover o protagonismo social através do fortalecimento dos grupos sociais.

A formação é realizada em três etapas, nas quais são desenvolvidos temas como Comunicação Não Violenta CNV, Classes sociais e ideologia dominante e Convivência em grupo.

Desde o primeiro semestre de 2017 já foram formadas duas turmas. “Estamos retornando com novas turmas no ambiente escolar, para sensibilizar os discentes e docentes sobre a importância da participação deles na sociedade, como forma de fortalecer o sentimento de pertencimento para atuarem nos espaços de decisões sociais e políticas”, explicou o ouvidor geral do Estado, José Maria Dutra.

Comunicação Não Violenta - CNV


A comunicação não violenta e a escuta empática (empatia emocional) significam possibilitar um diálogo saudável, através da escolha das palavras, da concentração na presença da outra pessoa e da mente quieta para que o corpo possa vivenciar experiências de interações sociais diversas. A metodologia foi desenvolvida por Marshall Rosenberg.

A CNV possibilita a qualidade dos relacionamentos, sejam eles familiares, no trabalho, na escola, nas organizações sociais e na política, atuando diretamente na reestruturação de velhas práticas de relacionamentos e na promoção de interações nas quais os indivíduos podem se expressar naturalmente, sem máscaras e com confiança. É um método que se aplica de maneira eficaz a todos os níveis de comunicação e disputas e conflitos de toda natureza.

Classes sociais e ideologia dominante

As classes que estão abaixo da elite financeira, classe média, que não chega a 20%, e as demais que totalizam 70% da população, que não tem nenhum privilégio, sem herança financeira e cultural, são marcadas por uma ideologia escravocrata que formou a sociedade brasileira ao longo dos séculos.

O que distingue a primeira da última é o acesso às condições que constroem a identidade social capaz de incluir os indivíduos em espaços privilegiados, ou seja, mercado de trabalho, política, economia e cultura. A escassez de oportunidades que promovem a inclusão social é o que favorece a desigualdade social e suas mazelas.

Neste contexto o protagonismo social é ferramenta fundamental. Para essa participação qualificada é necessário promover o conhecimento desta estrutura social e a garantir condições para uma participação qualificada. A conquista de espaços de poder sem o efetivo protagonismo das classes populares é insuficiente para fazer o processo político avançar.

Convivência em grupo

A eficácia do protagonismo social está ligada à atuação dos indivíduos em grupos. Para isso, a redefinição de modelos de aprendizagem e de comunicação para a criação e manutenção de grupos sociais coesos, capazes de atuar com confiança mútua, cooperação, protagonismo e ação, é essencial.

Para a expansão de um grupo são necessários a desconstrução de modelos de aprendizagem que enfatizam o medo, a vergonha e a culpa; a desconstrução da cultura desumanizante que enfraquece a convivência humanizada entre as pessoas; a criação de vínculos positivos entre os indivíduos para a eficiência da ação em grupo; e a promoção da valorização, aceitação, amparo e empatia para a modificar distorções no aprendizado de como se relacionar.

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