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OGE

28/08/2017 12:08

Lideranças comunitárias da Cidade Baixa e Subúrbio iniciam formação Cidadão em Ação

Com o objetivo de fortalecer o protagonismo social nas comunidades de Salvador, a Ouvidoria Geral do Estado (OGE), iniciou sábado (26) a formação Cidadão em Ação com lideranças comunitárias que acompanham as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). A ação visa formar agentes sociais para o fortalecimento da cidadania e a melhoria dos serviços públicos prestados pelo Governo do Estado nas comunidades.

O encontro aconteceu no Colégio Estadual Paulo Américo de Oliveira, em Bonfim, Cidade Baixa, reunindo moradores do Mirante do Bonfim, do Alto do Cabrito, Lobato, Pirajá, Alagados e Nova Constituinte.

De acordo com Graziene Amorim, da Coordenação de Projetos Sociais da Conder, o grupo reúne pessoas que fazem o controle social das obras do PAC na região da Cidade Baixa e Subúrbio Ferroviário. “O nosso objetivo é capacitar essas pessoas, que acreditam na sua contribuição para a qualidade dos serviços públicos prestados pelo Governo Estadual, para fortalecer a participação social e cidadania nas comunidades. O fortalecimento do grupo é fundamental para a qualidade das ações realizadas pelo Governo”, disse.

Ainda segundo Graziene, essa é a primeira turma da Conder que participa da formação oferecida pela OGE. “Quando essa turma concluir o curso, organizaremos uma com funcionários da empresa e uma com lideranças comunitárias de outros bairros da cidade”, concluiu a servidora.

O curso é destinado a cidadãos que, de forma voluntária, querem ser multiplicadores do protagonismo social em suas comunidades. A ação consiste em despertar a consciência social sobre disputa de classes, ideologia dominante, e convivência em grupo para a participação social e política qualificadas.

Para a dona de casa Elza Cândida, moradora de Alagados, “as comunidades precisam estar unidas para buscar a melhoria da prestação dos serviços públicos e este momento é para fortalecer as comunidades. A partir do momento que nós estamos aqui aprendendo novas coisas, nós podemos levar para os bairros e orientar os moradores sobre a importância da participação de todos”, explicou Elza.

Já para Gilberto Cazais, morador do Alto do Cabrito, a parceria entre a comunidades e o Governo estadual é fundamental. “Nós queremos ver as coisas acontecer, queremos ver a melhoria da vida das pessoas e para isso precisamos desta parceria com o Governo, ela é muito importante”, completou.

Responsável pela exposição do conteúdo, o ouvidor geral, José Maria Dutra, esclareceu o objetivo da Ouvidoria Geral com a formação Cidadão Ação. “Esse vínculo com a comunidade nos ajuda saber o andamento das obras do Governo Estadual nos bairros e conhecer problemas que podem ser solucionadas pelo Governo. O nosso intuito é promover essa conscientização e o sentimento de pertencimento dos cidadãos para que estes possam agir de forma qualificada nos espaços de decisão social e política, promovendo a transformação de estruturas sociais que estabeleceram ao longo dos séculos a desigualdade social”, disse Dutra.

A formação terá mais três encontros e é composta pelos seguintes temas:

Comunicação Não Violenta - CNV

A comunicação não violenta e a escuta empática (empatia emocional) significam possibilitar um diálogo saudável, através da escolha das palavras, da concentração na presença da outra pessoa e da mente quieta para que o corpo possa vivenciar experiências de interações sociais diversas. A metodologia foi desenvolvida por Marshall Rosenberg.

A CNV possibilita a qualidade dos relacionamentos, sejam eles familiares, no trabalho, na escola, nas organizações sociais e na política, atuando diretamente na reestruturação de velhas práticas de relacionamentos e na promoção de interações nas quais os indivíduos podem se expressar naturalmente, sem máscaras e com confiança. É um método que se aplica de maneira eficaz a todos os níveis de comunicação e disputas e conflitos de toda natureza.

Classes sociais e ideologia dominante

As classes que estão abaixo da elite financeira, classe média, que não chega a 20%, e as demais que totalizam 70% da população, que não tem nenhum privilégio, sem herança financeira e cultural, são marcadas por uma ideologia escravocrata que formou a sociedade brasileira ao longo dos séculos.

O que distingue a primeira da última é o acesso às condições que constroem a identidade social capaz de incluir os indivíduos em espaços privilegiados, ou seja, mercado de trabalho, política, economia e cultura. A escassez de oportunidades que promovem a inclusão social é o que favorece a desigualdade social e suas mazelas.

Neste contexto o protagonismo social é ferramenta fundamental. Para essa participação qualificada é necessário promover o conhecimento desta estrutura social e a garantir condições para uma participação qualificada. A conquista de espaços de poder sem o efetivo protagonismo das classes populares é insuficiente para fazer o processo político avançar.

Convivência em grupo

A eficácia do protagonismo social está ligada à atuação dos indivíduos em grupos. Para isso, a redefinição de modelos de aprendizagem e de comunicação para a criação e manutenção de grupos sociais coesos, capazes de atuar com confiança mútua, cooperação, protagonismo e ação, é essencial.

Para a expansão de um grupo são necessários a desconstrução de modelos de aprendizagem que enfatizam o medo, a vergonha e a culpa; a desconstrução da cultura desumanizante que enfraquece a convivência humanizada entre as pessoas; a criação de vínculos positivos entre os indivíduos para a eficiência da ação em grupo; e a promoção da valorização, aceitação, amparo e empatia para a modificar distorções no aprendizado de como se relacionar.
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